SÁBADO À NOITE - Episódio 13 - Um noite simples.


Depois de algumas semanas chegou o dia de mais um "Sábado à noite", a galera se reuniu na casa de Hugo, estavam presentes, além dele, Glaycon, Doug, Manu, Michael, Val, Will, os convidados, Slash, Danila e Eder e também Paulo, Junior e Karina que ficaram pouco tempo.

Val e Manu foram comprar vinho, não fariam a bebida especial nesse dia pois o grupo não estava todo presente.Estavam juntos, os amigos, isso era muito gostoso.

Conversaram sobre muitos assuntos. Eder era um antigo amigo do teatro e reviveram muitas histórias da época em que, alguns, atuavam juntos.

Lembra daquela vez do Mapa Cultural que fomos com "A Farsa" pro Sérgio Cardoso? O Glaycon ainda tinha voz de "taquara rachada"...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ai Eder como você é desagradável!! -
Glaycon respondeu em tom de brincadeira.

E o super lanche do "Auto da Barca"... pão com mortadela a queijo!!!

Bem lembrado Doug... mas a gente se divertia apesar de tudo.


Val comentou entre risos. E a noite seguiu entre lembranças nostálgicas, brincadeiras pessoais e muita risada.

Na semana que havia passado Doug e Hugo haviam ido até Guarulhos para a festa de aniversário de Will. Comentaram muito sobre a festa, sobre as pessoas que conheceram lá, alguns dos amigos de Will e família.

Doug e Danila eram da mesma Cia. de dança de Santo André, e contaram as histórias das aulas e dos ensaios, das pessoas que faziam aula com eles também.

Conversaram muito, riram e beberam.

Decidiram que era hora de se deitar. Estavam em 9 pessoas. Para apenas um colchão de casal. Slash dormiu no sofá de alvenaria, e os demais se aconchegaram como puderam no pequeno colchão.

Colher na caixa!!!

Como é isso Michael?

Todo mundo de ladinho, encaixadinho, mas não vale ficar excitado!

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

psiii...! Vocês ouviram o galo?

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Ele está de volta. Ache que tinha virado almoço de domingo já.

Só você mesmo Doug.

Finalmente dormiram. Quando acordaram, compraram baguetes recheadas e o jornal de domingo e leram o horóscopo de todos.


Dorian

Perda

Bruno dirigia numa velocidade muito superior a devida naquela via. Seu coração batia acelerado, e as palvras ecoavam em seu cérebro, a música feria seu peito. Era uma dor física, uma dor espiritual. Não conseguia acreditar nas palavras que tinha acabado de ouvir.

Eles se amavam, ele o amava, sabia que era amado, e porque mudar de repente? Muitas dúvidas cruzavam sua mente.

O que aconteceu? O que fiz de errado? Porque isso está acontecendo? Existe outro alguém? O que eu faço para mudar?Ligo pra ele? Porque isso está acontecendo?

Chorava copiosamente, sua visão já se tornara embaçada. Via o sorriso à sua frente. O sorriso! Amava aquele sorriso mais que qualquer obra de arte. Soluçava. Não podia se conter.

"... O nosso amor não vai parar de rolar, de fingir e seguir como um rio..."

75Km/h

"
...como uma pedra que divide o rio, me diga coisas bonitas..."

80Km/h

Estou confuso Bruno, não sei o que está acontecendo com a gente.

90Km/h

".
..o nosso amor não vai olhar para trás, desencantar nem ser tema de livro, a vida inteira eu quis um verso simples pra transformar o que eu digo..."

110Km/h

Eu acho que a gente é... incompatível... às vezes penso isso... eu gosto de você, muito... mas.... não sei...

120Km/h

"...rimas fáceis, calafrios, fura o dedo faz um pacto comigo, num segundo teu no meu, por um segundo mais feliz..."

Um baque ensurdecedor. Uma dor lancinante atravessou seu tórax no lado esquerdo do corpo. Estava sendo arremessado para o outro lado quando uma parada repentina o fez voltar. Um poste. Bateu com a cabeça no volante. Tudo girava em sua cabeça.

"...O nosso amora não vai parar de rolar.." - não sei, estou confuso - "... como uma pedra que divide o rio.." - não sei, não sei - "... me diga coisas bonitas.."

Chorava ainda mais, seu rosto estava quente, sentia gosto de sangue na boca. Alguém chorava lá fora, perguntaram se ele estava bem. Gritos. Chorava. O sorriso. O via em sua mente. Sentiu medo. O veria novamente? Amava aquele sorriso, amava o dono do sorriso. Viu sua mãe, pai, Tito, Ton, Caio, Guto, Mama, Tuca... 'Cal'. Queria sentir o beijo de novo. Queria sentir o calor de seu corpo de novo. Sua perna doía. Se sentia fraco. A visão estava falhando, o peito doía...

"... rimas fáceis, calafrios, fura o dedo faz um pacto comigo...
...um... segundo teu... no meu... por um segundo... mais...

Entoou fracamente a canção chorando. Chorava muito, não queria estar ali. Dor. Seu peito doía, seu coração doía. Seus olhos pesaram. Sorriu. Não sabia o que aconteceria agora. Estava muito triste, mas queria estar sorrindo quando Carlos o visse.


Hugo Zanardi

SÁBADO À NOITE - Episódio 12 - Especial de aniversário: Amanda.


O aniversário da Amanda chegou, e é sempre bom ter uma desculpa pra fazer um sábado à noite. Glaycon, Hugo, Karina, Junior, Val e Amanda tiveram apresentação do espetáculo "Alto da Alma" que ainda estava em cartaz na Casa de Artes. Will, o namorado, foi assistir o espetáculo junto com Rafael, um amigo seu. Após o espetáculo foram para a casa de Hugo para trocar de roupa, a festa na casa da Amanda seria a fantasia.

Trocaram de roupa na casa de Hugo e foram andando até a casa de Amanda, atravessaram o centro da cidade e caminharam uns 40 minutos. Era Abril, então as pessoas achavam muito estranho pois o Hallowen estava bem distante ainda.

Na casa da Amanda tem um bar na parte da frente. E nele que foi a festa. O sábado à noite dessa vez estava muito incompleto, desestruturado. Estavam presentes Amanda, Glaycon, Karina, Aline, Hugo, Val e Junior e os convidados Will, Rafael, DR, Felipe e Mariana.

Estavam fantasiados e isso já foi muito estranho para a família da Amanda. Foram pro bar e começaram a festinha, e beberam, conversaram, beberam e conversaram mais. Val se acertou com Felipe e deram uns beijos. Todos começaram a dançar Hugo e Amanda subiram na mesa de bilhar e ficaram dançando, meio que se esfregando. A porta do bar que dava para o corredor da casa abriu:

Está tudo bem por aqui? - Perguntou um pai extasiado com a cena de duas pessoas dançando em cima de sua mesa. Amanda pulou de cima da mesa e praticamente expulsou o pai do bar, Hugo continuou em cima da mesa, meio sem graça, mas não adiantava descer, já tinha sido pego no flagra.

Ai, meu pai é foda!

Hiii, sem crise, sobe de novo e vamos continuar dançando. Não, melhor eu descer. Põe um cd de anos 60.

Trocaram a música e dançaram, brincaram, tiraram fotos. Como a caminhada até a casa de Hugo era um pouco longa assim que o primeiro ônibus passou eles se puseram a esperar o próximo para seguirem seus caminhos. Todos estavam bem felizes e o pai de Amanda deve ter tido um prejuízo nesse dia porque essa turma bebe muito, e estavam dentro de uma bar. Foi pinga com limão, pinga no abacaxi, pinga de minas, Contini, conhaque, cerveja e uns petiscos pra não deixar o estômago vazio.

Junior e DR foram deixar Karina em casa andando afinal ela mora bem perto da casa da Amanda, depois eles iriam cada um pra suas casas. No ônibus às 4h30 da manhã os demais ainda chocaram os poucos trabalhadores de domingo que eram surpreendidos com aqueles 'malucos' fantasiados.

Foi um sábado à noite bem sossegado, porém bem animado, como sempre.


Dorian

Um ano depois.

Após um dia de muita excitação, ajustes, ligações e organização Bruno parou seu Kadett azul em frente ao escritório onde seu querido Carlos trabalhava.

18 horas. Carlos despediu-se de todos, pegou sua mochila, já estava preparado para sair, só não sabia para onde iriam. Saiu do escritório e lá estava o
Kadett azul, muito bonito e que trazia algo bem mais bonito em seu interior.

Ele apareceu na porta do prédio, o sol ainda estava no céu daquele dia, seu cabelos negros brilharam, ao ver o carro sorriu. Como seu sorriso é lindo! O sorriso. Estava tão lindo quanto sempre em seus trajes sociais de 'mocinho correto'. Entrou no carro. Bruno rapidamente lhe roubou um beijo. Carlos ficava muito desconcertado com isso, tinha receio que alguém visse a cena. Bruno gostava de vê-lo assim perdido. Deu a partida e seguiram rumo marginais para por fim pegar a Raposo Tavares. Conversavam sobre o dia e Carlos não se deu ao trabalho de perguntar onde estavam indo.

O
Kadett entrou em um motel. Ao apresentar os documentos a recepcionista disse:

Ah, sr. Bruno, só um minuto!

Como assim sr. Bruno? De onde ela já te conhece??

Hahaha... Ai 'Cal' como você é bobo!!

A recepcionista trouxe as chaves e disse estar tudo certo. Entraram na suíte 35. Desceram do carro, Bruno esperou Carlos contornar o carro. Beijou-o. Pegou Carlos no colo. Subiu o pequeno lance de escadas com ele no colo e abriu a porta.

Um cheiro de rosas vermelhas invadiu o ar. Carlos visualizou o quarto que Bruno reservara e ficou extasiado. O quarto era muito grande e estava decorado com muitas pétalas de rosas vermelhas por todo o chão e espalhadas pela cama, que tinha um véu leve cobrindo o seu entorno, dois incensos serpenteavam finas fumaças perfumadas. No centro da cama havia uma bandeja com um balde com gelo e um champagne, duas taças, uma pequena caixa de veludo, um cartão e uma foto dois dois em uma bela moldura de mesa. A banheira também estava cheia e pétalas boiavam sobre a água. Tudo ali indicava o motivo da recepcionista conhecer tão bem Bruno. Ela deve ter feito parte de todo aquele plano. Os olhos de Carlos se encheram d'agua.

Bruno levantou o véu da cama e prendeu-o na lateral, sentou-se na cama e fez sinal para que Carlos se juntasse a ele. Abriu o champagne, serviu os dois copos, entregou um a Carlos que já sentava ao lado da bandeja ainda surpreso com tudo. Olharam-se profundamente nos olhos.

Obrigado 'Cal'!

Para de graça 'mor', eu que tenho que agradecer. Esta tudo incrível aqui, nossa... eu nem sei...

Obrigado por me aguentar durante esse um ano que estamos juntos. Ao nosso futuro!

Ao nosso amor porque nós somos o máximo!

Brindaram e beberam. Se beijaram. O beijo! Dizia tudo, expressava num gesto o que cada palavra poderia deixar em dúvida.

Bruno entregou o cartão a Carlos, enquanto lia pegou um outro pacote e pôs sobre a cama.

"Sempre que o vejo, meu coração para de funcionar por alguns segundos, você é muito importante pra mim.
Meus olhos brilham quando o vejo, e sinto um brilho em seu olhar.
O toque do seu lábio é intenso e o seu beijo é mágico e apaixonante.
Acordo pensando em você, e durmo pensando em você, meu coração aperta quando ficamos longe. Ao pensar em você eu tenho certeza que você é um presente divino e que te amo!
Seu eterno Bruno."

As simples palavras do cartão deixaram Carlos muito emocionado. Sobre a cama ainda havia um pacote com uma camiseta, um DVD e ingressos para o show da cantora preferida de Carlos, Luciana Mello. Ao abrir a caixa de veludo deparou-se com um par de alianças de prata. Uma lágrima escorreu. Ficou completamente sem reação. Bruno pegou um delas, segurou a mão de Carlos e colocou a aliança em seu dedo. Carlos fez o mesmo. Beijaram-se. Carlos entregou para Bruno seu presente. Uma camiseta super bonita de grife e um DVD. Não imaginava que seu 'mor' faria tudo aquilo, mas não se importavam o amor envolvido ali era o mais forte.

Beijaram-se, se amaram, entregaram-se um ao outro, aquela noite era especial, estavam a um ano juntos, oficializaram mais ainda a relação, fizeram uma aliança, se aliaram, se amavam. Cada beijo foi intenso naquela noite, cada toque, cada respiração era intensa, os
sussurros no ouvido vinham repletos de palavras de carinho, os beijos no pescoço incendiavam a cama, as mãos percorrendo os corpos, as coxas, barriga, braços, o calor dos corpos em contato, o suor que escorria sutilmente, as mãos passando pelos cabelos, acariciando o rosto, buscando as costas do parceiro, o desejo de ter o outro junto, cada olhar. Amor! Fizeram de uma forma diferente, se amavam sim, mas nesse noite tudo parecia mais especial. Um ano juntos, tantas situações, tantos casos, tantos causos.

Dormiram abraçados, Carlos deitado no peito de Bruno, cansados, satisfeitos, felizes, realizados como era bom estarem juntos. Aquele momento duraria até a tarde do dia seguinte pelo acordo que Bruno fizera com o motel. Poderia durar eternamente. Era isso que Bruno queria, dormir todas as noites com Carlos em seu peito, sentir seu calor todas as noites, assim Carlos queria ficar sempre, protegido, amado. Amados!



Hugo Zanardi

Bate-Papo


Sempre tive uma ma impressao desse negocio de sala de bate-papo, especialmente as salas gays.

Dentre todas as pessoas que conheco no mundo, e olha que conheco muita gente hein, so testemunhei 1 unico caso de romance on line que deu certo. Uma amiga minha conheceu seu namorado por meio de uma sala de bate-papo e o romance deslanchou, agora nao estao mais juntos, mas a relacao durou uns bons e longos anos.

Nao sou preconceituoso - longe disso, tenho varios amigos que passam horas em salas de bate-papo - mas acho muito pouco provavel que alguem, especialmente um homem gay, consiga encontrar seu tao desejado marido na internet.

Hoje em dia eu desisti de entrar em sala de bate-papo - digo hoje em dia porque ja entrei muito nos meus tempos juvenis, mas nunca tive coragem de encontrar ninguem ao vivo e a cores - mas devido as minhas circunstancias resolvi tentar novamente.

Quero deixar bem claro que estou a procura de amigos, nao estou procurando namorado ou sexo casual. Pra quem nao sabe moro no Japao e ta dificil encontrar amigos gays por aqui.

Sendo assim, achei um site bacaninha, com varios caras de todas as partes do mundo - gay.com - e logo de cara puxei papo com um brasileiro, tsc, tsc, que ingenuidade a minha, todo mundo sabe que brasileiro odeia brasileiro, brasileiro gosta de gringo. Mas ate que esse carinha me deu atencao.

Comecamos a conversar no bate-papo dentro do site, passamos para o msn e depois para o celular, desde o inicio da conversa deixei bem claro que estava procurando amigos pra sair, ver filmes e conversar e ele me disse que estava procurando o mesmo, assim que passamos a conversar por SMS no celular ele comecou a me pedir uma foto e eu nao tenho foto minha no celular, poderia mandar por e-mail mas as fotos que tenho sao muito grandes, de boa qualidade, o e-mail do celular nao suporta, assim sendo quando disse que nao poderia mandar uma foto o cara parou de falar comigo...? Nao entendi, ele estava procurando amigos e parou de falar comigo porque nao tinha uma foto? Acho que ele tem Unatractifobia (medo de pessoas feias).

Depois dessa eu broxei, desisti de falar com as pessoas porque percebi que gay e tudo igual - na verdade sempre soube disso mas agora vivendo essa realidade de conhecer gays do mundo todo posso dizer que somos tudo glitter do mesmo saco - so muda de endereco e look.

Nao sei o que acontece, conheco tantas pessoas desesperadas pra arrumar namorado que acabam trocando os pes pelas maos, entram na sala de bate-papo dizendo que estao a procura de namoro mas sempre perguntam as mesmas coisas... quantos quilos voce pesa? quanto voce tem de altura? quanto centimetros?... Ninguem comeca uma conversa com perguntas realmente importantes... qual foi o ultimo livro que voce leu? voce estuda? qual curso?...
Ate quando as pessoas vao acreditar nessa bobagem de bate-papo?
Quando vao perceber que a melhor coisa a fazer e sair e conhecer gente de carne e osso como a gente?
Ou pelo menos parar de mentir, nunca tem um gordinho_simpatico_sp nas salas, sao sempre os mesmos caras, loiro_zs, gato.solitario, HxH.sp. Vamos ter um pouco de criatividade ne galera!

Lilo Sanderson.

"Do começo ao fim" - especulações demais.



Muito já se ouviu falar, comentar e linkar sobre a (não tão nova) produção brasileira "Do começo ao fim" - filme de Aluízio Abranches. Digo 'não tão nova' porque além de ter sido inicada em setembro de 2008, tanta gente já sabe do filme que, quase, não é mais novidade. Muitos blogs, sites e vizinhos comentam sobre o tão pôlemico filme. Venho com alguns links para quem quiser ver ou rever informações sobre esse novo burburinho.


Na semana passada 'vazou' na internet, de acordo com o diretor do filme em entrevista para O Globo, o vídeo Promo do filme. Quem me informou foi o querido @zecabral, que também deu sua contibuição para a causa no 1/2 Dúzia.


Após essa vazão (terá sido mesmo "sem intenção"???) o filme tomou proporções gigantescas. Em uma semana os diversos Trailers postados no Youtube já tem cerca de 10 páginas e aproximadamente 200.000 acessos no total, e crescendo. Há ainda um vídeo Teaser do casal protagonista e o vídeo dos bastidores, que foi ao ar no programa "Revista do Cinema Brasileiro" no Canal Brasil. Bom, Aluízio é economista, já deve ter pensado em quantos 'zeros' um número desse pode adicionar à sua conta bancária. Além de toda essa divulgação espontânea o orkut já carrega em sua comunidade uma legião de mais de 1300 fãs em uma semana.


Tenho gostado de muito do que tenho lido pela net como: "É de virar o estômago" no Banana is my Business, ou "O filme mais polêmico do ano" no Cultureba e também a dica "Sua vida não é um filme!" do Mix Brasil. O Carioca Virtual foi mais longe e postou o curta metragem americano Starcrossed, que trata do mesmo assunto, mas surgiu um ano após Aluízio ter essa idéia, ao menos é a declaração dele. O vídeo valem seus 15 minutos do almoço, confira.


Vale também aproveitar que chegou o fim de semana e passar na locadora e pegar "Três Marias" filme de Aluízio de 2002, e se quiser arriscar mais "Um copo de cólera" de 1999. Todos eles trazem Júlia Lemmertz no elenco, atriz que o diretor revela uma grande admiração, e possuem uma densidade encontrada no trailer da nova produção.


Além de Júlia o filme tem no elenco grandes nomes como Fábio Assunção, Gabriel Kaufmann Lucas Cotrim, Louise Cardoso, Jean-Pierre Noher, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos... esse master gato é modelo da Ford Models. Comentários pessoais à parte sobre o elenco global, postarei algo após a estréia. Sobre a trilha sonora oficial não há nada divulgado, se alguém achar manda pra mim, por favor, mas não acredito que seja usado a trilha de Amèlie Poulain, por favor né!!


A co-produtora responsável pelo filme é a Pequena Central, dirigida por Marco Nanini e Fernando Libonati, que também foi a responsável por "Irma Vap - O retorno" em 2006. Em 2008 a produtora inaugurou a Casa dos Hóspedes, para acomodar os profissionais envolvidos em produções, eventos ou filmagens ligados à produtora.

Curiosidade: a filha de Júlia, Luiza Lemmertz estréia neste filme como still na fotografia(repare canto direito alto da matéria), auxiliando e aprendendo com Ueli Steiger, alemão, que já trabalhou em filmes como"Godzilla" e "O patriota" entre outros.


"Do começo ao fim" tem estréia prevista para o segundo semestre. Até lá vamos curtindo outras produções nacionais como Diva, Filmefobia, Mulher invisível e o que mais surgir, pois prestigiar o cinema nacional por menos polêmico que possa ser, só vai ajudar nossa produção cinematográfica a crescer mais e mais.
Beijinhos e bom fim de semana a todos.
Hugo Zanardi

SÁBADO À NOITE - Episódio 11 - A estréia do namorado.

Um novo sábado chegou e dessa vez com uma nova responsabilidade. A Casa de Artes estava estreando seu novo espetáculo "O Auto da Alma". Uma idéia inovadora para a cidade de Mauá, o espetáculo acontecia dentro de uma casa e o público caminhava pela casa juntamente com o espetáculo que se passava em três partes da casa.

Nesse sábado o namorado do Hugo, Will, que deveria ter aparecido na semana anterior e não veio, estava na cidade para ver a estréia do espetáculo e conhecer os amigos tão comentados.

Manu, Val e Will, assistiram a apresentação que tinha Hugo, Karina, Glaycon e Junior, entre outros no elenco. Curtiram a apresentação. Junior e Karina foram para suas casas e os demais foram para casa de Hugo, fazer um "Sábado à noite".

Conversaram um pouco sobre o espetáculo, comeram umas bobagens e Manu e Val foram embora, decidiram ir pra casa descansar pois no domingo era páscoa e ficariam com sua famílias.

Will foi para o banho. Doug e Aline chegaram para o 'evento', mas encontraram apenas Hugo e Glaycon na cozinha. Perguntaram sobre o namorado, ainda não o conheciam.

Está no banho!

Hugo me empresta uma toalha - A voz que saiu do banheiro era forte, robusta e fez Doug e Aline se mexerem na cadeira na excitação de saber quem era o dono daquela voz.

Hugo deu a toalha e instantes depois ele saiu do banheiro. Doug e Aline estavam com os olhos fixos na porta, quase tensos. Quando a porta abriu foi como se murchassem.

Oi, tudo bem?! - Sustentavam no rosto um sorriso amarelo, num misto de decepção e surpresa como se pensassem, 'esse é o dono daquela voz?'. Mas tudo bem, fazer o que? Era ele que o amigo tinha escolhido para namorar. Não era nenhum Deus Grego, mas era o que tinha para o momento.

Conversaram durante algum tempo ainda e resolveram os três irem para casa. Doug e Aline iriam ver um filme e no domingo voltariam para almoçar com Hugo, pois sua família estava viajando, e seus amigos são sua maior família. Glaycon os acompanhou.

O casal passou sua primeira noite juntos e sozinhos, o que rendeu bons comentários no dia seguinte com os amigos no almoço.


Dorian

Na Balada

Bruno foi convidado para comemorar o aniversário de uma amigo seu na balada em São Paulo. Comunicou Carlos e disse que gostaria que fossem juntos, afinal os amigos de Bruno gostavam muito dele.

Carlos adora ir pra balada e aceitou prontamente. Só tinham saído juntos uma vez pra dançar e ficaram pouco tempo pois a balada estava chata e a casa de Bruno estava vazia dando margem a coisas mais interessantes para fazer.

Encontraram os amigos de Bruno na Avenida Paulista. Caio, Guto, Ton e Tito. Foram para a Tunnel. Carlos gostava bastante dessa casa, já tinha ido várias vezes.

Chegaram, passaram pelo bar e pegaram uma caipirinha cada um. Foram para pista. Bruno e Carlos sempre juntos. Dançaram, se beijaram e riram com os comentários dos amigos. Carlos viu muitos carinhas que o olhavam com desejo, mas ele desejava só aquele que estava em sua frente. Bruno nem olhava para o lado. Às vezes os dois comentavam entre si sobre um cara bonito que passava, ou que estava dançando.

Ele é bonito ?! Porque eu, eu sou 'bonitinho', como diz meu querido namorado!!

Ai como você é besta Bruno. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Decidiram ir para a outra pista, onde toca Trash e afins. Essa pista tem o teto mais baixo e bem menos luz. Carlos já estava bem alegre devido as bebidas. Devia estar na terceira caipirinha já.
Caio e Guto estavam com eles, Ton e Tito deviam estar se pegando em algum canto. Bruno era o único que não estava bêbado. Dançavam, dançavam. Carlos o olhava profundamente. Como ele dançava bem, como se mexia de forma interessante, tinha um gingado diferente, se aproximou de seu corpo, a mão de Bruno o envolveu pela cintura, seus quadris se encontraram e ele foi conduzido. Aquele corpo, aquele calor o deixava excitado. O beijo! Como gostava de sentir aqueles lábios tocando os seus. Carlos estava encostado na parede e se entregava a seu amante.

Bruno sentiu a excitação de Carlos, literalmente. Abriu o botão da calça dele. A pista estava cheia, dançavam juntos, grudados. Levantou a camiseta dele e acariciou sua barriga, Carlos ficava em extasê com aquelas mãos em seu corpo. Bruno foi dançando, beijando seu namorado por todo o corpo, boca, pescoço, ombros, peito...

Aquela mão em sua barriga o fazia delirar, o que ele tinha em seus dedos que era tão gostoso? Foi beijado, na boca, pescoço, e os beijos foram se espalhando pelo corpo, sentiu um calor invadindo seu corpo, praticamente subiu pela parede, só não foi mais alto porque o teto não permitiu, seu namorado era louco, queria que ele parasse, alguém poderia ver, mas queria que ele continuasse, pois estava muito bom, a sensação beirando o perigo de serem expulsos, a sensação daquela boca gostosa... acabou. Bruno surgiu em sua frente com um sorriso de meio lábio e um olhar extremamente safado fitando-o. Deu-lhe um selinho e feixou sua calça.

Bruno você é louco!!

Sou louco por você meu gato. Isso foi só uma amostra do que virá quando a gente estiver em casa.

Nossa Bruno... é... nossa...

Não fala nada, sei que você gostou.

Beijaram-se e foram para a outra pista procurar os outros amigos. Logo mais iriam embora. E ao chegar em casa os dois chegariam ao ponto final do que Bruno havia começado ali na pista. Carlos sabia que seu namorado era meio maluco, adorou a nova aventurazinha. Se soubesse disso teria ido pra balada mais vezes. Enquanto esperavam os amigos os dois, encostados no balcão do bar se olhavam. Carlos sorriu. O sorriso! Bruno ama demais esse sorriso. Cada momento que vê esse sorriso se sente mais feliz. Ama muito Carlos. Dois homens que se amam, em qualquer momento, em qualquer situação, o amor deles irá atravessar o tempo, pois é real e verdadeiro.



Hugo Zanardi

Beatles Lado D

Sim, hoje vim postar como se sente um artista, mais uma vez!!!

Nos dias 8, 9 e 10 de maio estive juntamente com o elenco da Quartier Latin Cia. de Dança no Teatro Municipal de St. André, apresentamos o espetáculo Beatles Lado D, uma leitura coreográfica de canções dos Beatles. São 24 canções, 14 casais em cena, muitas luzes e muita emoção.

Foram três dias mágicos. Estar em cena é uma honra. Eu gosto demais. Sei que meus companheiros de elenco também gostam. Nos doamos para nosso público durante aquela representativa 1 hora e 20 minutos, mas que vem de alguns meses de dedicação, ensaio, discussões e toda ressalva de problemas do relacionamento humano.

A estréia foi linda, com muita energia. Um pouco suja, disse a diretora. Mas a adrenalina estava a mil. Família e amigos presentes, um presente pra nós. O público inteiro é muito importante, eu fico afeiçoado por cada rostinho que consigo identificar na platéia (até a terceira ou quarta fila, adiante disso minha visão não ajuda muito), mas saber que aquele rosto especial está lá é tão gratificante. Na sexta faltava alguém.

Há um alguém que não viria. Está longe, mas sei que estava comigo em cada passo que dei. Quase chorei de saudades sua no início. Mas minha make não é tão boa, se eu chorar borra!

O sábado foi meio estranho. Disse a diretora que foi mais limpo, individualmente 80% do elenco não gostou. A platéia estava fria. Condizia com o clima lá fora, a chuva atrapalhou a vida dos paulistanos. Mas não deixou a bola do espetáculo cair. O público, mais uma vez recebeu um grande espetáculo. Amigos indescritíveis na platéia. Os que mais me acompanham e que tanto amo. Ficaram impressionados comigo, me elogiaram, bebemos juntos depois. No sábado faltava alguém.

Feliz dia das mães! Domingo com a família, artista tem que trabalhar. Mais um dia com a casa lotada. Gratidão. Obrigado por prestigiar nosso árduo trabalho! No domingo o espetáculo foi quase perfeito, porque a perfeição está na nossa busca. Energia muito boa, sincronismo, e muita vontade de mostrar ao público, na grande maioria desconhecido, que ele é o mais importante para nós, artistas! A última esperança, mas faltou alguém. Não viria. Não veio. Uma mensagem no celular. Talvez nem se lembre o que estou fazendo hoje. As cortinas se fecham, a magia fica guardada na caixa preta e na memória das pessoas (de alguns celulares também, é verdade). Para o público aquele momento é único.

Voltemos a realidade, sem luzes incríveis, sem o calor da pessoa que dá cada passo com você, que sorri ao te olhar nos olhos. A magia está guardada. Satisfação em compartilhá-la.

Ao público, meu obrigado pelos momentos juntos.

Ao amigo distante, obrigado por tantos anos juntos.

À você... obrigado!



Hugo Zanardi

SÁBADO À NOITE - Episódio 10 - A semana conturbada.

Chegou mais um sábado, e nada melhor que fazer do que encontrar os amigos. Hugo tinha seu espaço, sua casinha, havia passado uma semana cheia de acontecimentos desagradáveis, precisava da companhia dos seus grandes amigos pra esvaziar um pouco a cabeça.

Nesse "Sábado à noite" deveriam receber o novo 'namoradinho' do Hugo. Ninguém o conhecia ainda, mas Hugo falava muito dele. Foram para o encontro apenas Val, Aline e Douglas. E eles tinham uma torta, um bolo, batata frita e muita bebida. Conversaram, riram um pouco. Decidiram ligar pro tal cara. Ele não viria!

Nada parecia estar bem.Confortaram o amigo. Naquela semana sua casa havia sido roubada.

Foi Aline que descobriu o acontecido. Estava com a chave da casa para buscar um livro. Hugo estava na faculdade, viria para casa antes de ir para o trabalho. Quando Aline entrou não constatou o que havia acontecido por inteiro, apenas viu cacos de vidro no chão e a janela da sala aberta. Fechou a janela e foi embora, achou melhor não mexer em nada.
Quando Hugo chegou, pegou a chave dentro do balde, o esconderijo deles. Parou entre a sala e a cozinha. Quase não respirava. Olhou para os pedaços de vidro no chão, a janela quebrada, o sol entrando pelo buraco causado por aquela pedra que estava junto ao sofá de alvenaria. Os olhos marejaram. Sua coleção de CDs e seu aparelho de som portátil haviam sumido. Quase 200 CDs, na grande maioria originais. Correu para o quarto, procurou sua flauta transversal. Estava lá, bem guardada, respirou aliviado. No quarto apenas os DVDs haviam sido levados. Sua máquina fotográfica semi-profissional, seu 'xodó', também estava guardada. Não sabia o que fazer, a hora passava, estava atrasado para o trabalho. Deixou tudo como estava perguntou para a vizinha se tinha visto algo, as informações foram muito falhas, o assaltante levou também a bicicleta do pai de Douglas que estava no quintal. Prejuízo até para o amigo.

Nessa mesma semana ele passou por uma microcirurgia, correu tudo bem, mas os amigos ficaram apreensivos.

Na sexta feira havia se desencontrado do 'namoradinho', perdeu o último trem que voltava para Mauá e foi andando da estação da Luz até a Vila Madalena, e de lá até a Lapa. Nesse percurso roubaram seu celular.

Sua semana não estava realmente muito boa. Decidiram beber. O cara não viria mesmo. Beberam, apenas os quatro. Divertiram-se muito, apoiaram o amigo. Contaram para Val suas noites na balada.

Na semana passada a gente foi pra Puerto Livre. Eu, o Hugo, a Aline a o Manu. Manu estava bem bichinha, com uma saia e uma regata da irmã dele, de lápis no olho todo close. É uma balada lá na Consolação, é bem legal, super bonita! Aí a Aline beijou um cara, o nome dele é.... HAHAHAHAHAHAHAHAHA.... Frederico!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Frederiiiico!!!

Imitavam a Dona Florinda chamando o Kiko (pra quem não sabe é do milenar seriado Chaves). Riram muito e dormiram, a quantidade grande de bebida para a pequena quantidade de pessoas resultou em muito sono. Assim que o dia nasceu Doug e Hugo foram na padaria MG, compraram baguetes recheadas e as meninas deram uma geral na arrumação da casa.

Assim é a amizade deles, um sempre dando apoio ao outro. Sempre!



Dorian

A primeira viagem - parte2





Carlos acordou sentindo o calor de Bruno invadindo seu corpo aos poucos, aquela boca era muito boa. Fizeram amor. Gostoso, intenso, apaixonado. Tomaram banho juntos. Vestiram suas sungas e foram para a praia. Apesar de ser fim de semana ela estava calma, não era temporada. Escolheram uma mesa em um quiosque, comeram camarãozinho que Carlos tanto queria e batatas fritas que Bruno tanto gostava.

Conversaram sobre tudo. Falavam sobre planos para o futuro, sobre os trabalhos que estavam aparecendo para Bruno, sobre as coisas que aconteciam no escritório onde Carlos trabalhava, sobre histórias dos amigos. Sempre tinham assunto.

Está bem quente 'Cal'?

Sim sim... qual sua proposta?

O último que chegar é a mulher do padre, hahahaha

Ei, não vale!!!

Os dois correram em direção ao mar, Bruno à frente pois tinha trapaceado, não foram direto, ainda brincaram, desviaram, Carlos tentava pegar Bruno. Riam. Bruno quase caiu. Correram e mergulharam. Jogaram água um no outro. Eram duas crianças, duas crianças que se beijavam.

Sentaram na areia e fizeram um castelo, conversavam muito. Dois homens praticamente, fazendo castelo de areia. Carlos achou aquilo muito engraçado, há anos não fazia um daqueles. Bruno, com o dedão do pé fez um grande coração na areia em torno do castelo. Aquele era o castelo dos dois, onde viveram juntos envoltos por amor. Sentaram em frente ao castelo e apreciaram o mar. A tarde já vinha caindo, a noite estava chegando. Voltaram para casa. Tia Carla havia feito um jantar para eles. Jantaram e foram passear no centro de Ubatuba. Na baixa temporada a cidade é meio parada então voltaram cedo para casa.

Foram para a praia mais uma vez a noite. Bruno conhecia bem aquela área. Caminharam até a ponta da praia e se embrenharam nas pedras com cuidado para não cair. Encontraram um lugar sossegado e afastado. Deitaram-se na pedra, apreciavam o céu. Beijaram-se ao som das ondas batendo na pedra, se amaram ali mesmo, sob aquele céu estrelado cada beijo era mais intenso. O cenário era perfeito, o sentimento era perfeito. Se amaram, chegaram juntos ao ápice.

Voltaram pra casa abraçados. Se amavam. Dormiram quando o sol despontava. Abraçados, entrelaçados, Carlos no peito de Bruno, protegido, amado.

Acordaram tarde no dia seguinte, almoçaram na Tia e se prepararam para voltar. Antes passearam mais um pouco pela praia. Carlos adora praia. Lembraram da noite anterior, olhavam-se nos olhos, beijaram-se em frente ao mar, se abraçaram e apreciaram ele. Se despediram do mar. Se despediram de Tia Carla. Entraram no carro e seguiram rumo a capital. O fim de semana havia sido especial.

'Cal'!

Oi 'mor'?!

Te amo!

Sério?

Muito sério. Você é quem eu quero pra minha vida.

Mas você já tem. Eu também te amo!

Conversaram até chegar em casa. 11 meses especiais, que durariam por muito mais tempo. Um amor de verdade resiste ao tempo. E eles se amam.



Hugo Zanardi

Ressaca Cultural

Meu feriado começou na quinta feira na Fifth Club com meus amigos Paulo, Michael, Manu, Zeca, Rick e Davi, encontrei ainda Silvio e Molina entre outras pessoas. A balada é interessante de cada 10 pessoas 8 eram belas, mas precisa melhorar ainda.

Sexta feira fui com Manu e Michael para Atibaia, passeamos, tiramos fotos e depois fomos para o rancho se arrumar e seguir para Lust em Campinas, encontrei o Rodrigo lá, mas não rolou nada, meus amigos se embrenharam em braços interioranos - bom pra eles.

Sábado passamos o dia no rancho e o pai do Manu apareceu e fez um churras. Vim pra casa, mudei o look e parti com o Michael para a tão, por mim, esperada Virada Cultural 2009. Passamos na casa da Dany pra calibrar, 2 copos de vinho e uma cerveja já nos deixam bem. 22:30 fomos para o palco de dança no Anhangabaú ver Quasar Cia. de Dança, comentários à parte não vi tudo e fomos pro Palco São João encontrar a galera e ver Marcelo Camelo, ótimo show, apesar da distância. Encontramos Zeca, Rick, Davi, Nini, Carol e o João. Muitas pessoas juntas, muitas vontade diferentes. Um quer ir no banheiro, outro no samba, outro no brega, um para porque achou um amigo, aquele está com fome, esse quer mijar.

Me estressei! o que já era de se esperar.

Deixei os amigos com seus conflitos e fui curtir o que de bom a Virada poderia me proporcionar. Muita gente pelas ruas, muita gente bêbada pelas ruas, deplorável. Tudo é motivo pra encher a cara?? Ok, ok, eu bebi sim, mas eu me suportava sobre minhas pernas e sabia exatamente o que via e o que dizia. Para resumir: Vi Cena 11, estava chato, fui pro palco de Rock na República, Velhas Virgens já tinha saído, então, como eu gosto de uma boa diversidade (e choque) cultural, fui pro Arouche ver Beto Barbosa, que me surpreendeu pelo show super animado e até música nova (nada digo sobre a qualidade desta), mas foi um bom show, voltei ao Anhangabaú, palco Dança, vi Cia Osmosis que achei bem interessante, Núcleo Omstrab com uma qualidade ótima mas o sono já tentava me pegar, foi o Baque da Aurora com Caracaxá que me fez acordar e junto com uma multidão dançar pelo vale ao som de maracatu e outros batuques celebrando o dia amanhecer, refeitas as forças vamos para a nova investida, Cine Zumbi: A volta dos Mortos-vivos 2, adoro esse filme, mas a intensa espera na fila me fez refletir e desistir, uma sala escura depois de quase 24 horas acordado era um convite e tanto (quase 24h porque acordei ás 11h no rancho). passei pelo palco do Raul e meu estômago se rebelou, tomei um café, só o café. Vi um menino lindoooo, cabelos cacheados, olhos azuis, magro, recebi um olhar de retribuição... e ficou só por isso mesmo.

Parti para o Palco São João, passei por alguns outros lugares para visualizar a sujeira pelo chão, os bêbados caídos, o albergue de roqueiros que virou a Praça da República e tudo mais. Às 9 horas em ponto o Cordel do Fogo Encantado fez a galera pular e gritar, muitos sobreviventes. Por grande insistência dos meus joelhos e pés, e quase como uma previsão do futuro eu não assisti o show, apenas o ouvi sentado na rua lateral dando a trégua merecida aos meus membros. Fui ao mercado comprar um energético e passei num bar, lembrando das dicas de uma grande amiga pedi outro café e um pão de queijo. Energético na bolsa lá vamos nós para o meio da multidão. Todos pareceram ter o mesmo plano que eu: "Instalar-se na frente do palco e de lá não sair por nada neste mundo!". Curti o show do Zeca Baleiro, foi bem agitado, não sou fã mas gosto dele, tem muita qualidade é um grande artista.

Ainda faltavam 7 horas para o melhor da noite, rápida escapada até um banheiro químico, e retomei minha investida na multidão, meus joelhos clamavam perdão, minha coluna já estava aos farelos, até um tosse ou um grito me faziam gemer de dor. "Tava tenso o barato". Novos Baianos me irritaram, me desculpem quem gosta, mas aquele 'pitizinho' da Baby foi o erro, adorei que ela quis fazer a linha e se fodeu, entraram atrasado porque quiseram pagar de estrelas, reduz o repertório mesmo. A organização da Virada estava incrível 15 minutos antes de todo show o palco estava ok e o som passado. Sai fora senão atrasa a Maria Rita!!!

18 horas o coração batendo forte, ela ia demorar mais 3 minutos. Estava em pé desde às 12h, tudo doía. Corinthians é campeão, ela está feliz. Também estou feliz, não pelo timão.

"o meu samba vai curar teu abandono o meu samba vai te acordar do sono..."

Gritei, ela veio entrando, linda. Chorei, estava emocionado. Talvez um mix de cansaço e emoção. Tudo doía. Já não lembrava mais do boy com quem estava flertando, ela estava lá cantando. Cantei junto. Gritei mais. Depois de Samba Meu foi O Homem Falou seguida por Tá Perdoado. E como a noite foi maravilhosa, em Trajetória o pranto voltou aos meus olhos, mas dessa vez eu sei o motivo. Ela cantou, dançou, pulou, ficou emocionada com a multidão. Acabou. Saiu. Sabemos que ela volta, gritamos, cantamos "não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar". Voltou. Gritei. Pulei, os joelhos reclamaram, a coluna já chorava há horas. Cantou Santa Chuva, música do Marcelo Camelo (ele também cantou no sábado, A-mei). Chorei, de novo, mas é porque gosto muito dessa música e ela não canta no novo show, ontem cantou, filmei com a qualidade péssima do meu celular. Foi incrível, acabou. Ainda tinha que caminhar até o carro, e dirigir até em casa, esqueci de reservar energias para o fim, gastei tudo até a reserva. Andava mancando, arqueado de dor mas feliz, realizado, emocionado. Uma parte de mim estava triste por não ter dividido um momento tão intenso e feliz com alguém especial, apesar de ter mais de 10.000 pessoas ali comigo.

A volta pra casa foi bem, estava com medo de dirigir, sei como sou. Sozinho, cansado. Estava acordado desde às 11h do sábado, eram 19h40 de domingo. Guerreiro. Energético e uma Pepsi, um cigarrinho também me ajudaram a manter a integridade até em casa. Cheguei. Banho, pizza e cama. Recadinho pra mãe "Não me acorde!!! destruído..."

Acho que ela não sabe ler. 7 horas da matina, ninguém merece! Voltei a dormir, feliz.

Hugo Zanardi